No final de fevereiro, o 'stock' de crédito à habitação totalizava mais 698 milhões de euros do que em janeiro e um aumento de 4,8% face ao mesmo mês do ano passado, "mantendo a trajetória de aceleração há 14 meses consecutivos".

Em 28 de fevereiro de 2025, havia 1,958 milhões de pessoas com crédito à habitação, mais 1.800 do que em janeiro, num "indicador que não registava um aumento desde junho de 2022".

No conjunto do crédito a particulares, o aumento foi de 5,2% face a fevereiro de 2024, ascendendo a 134.030 milhões de euros - um valor superior ao registado em janeiro em 830 milhões de euros.

Só no crédito ao consumo e outros fins, o aumento na comparação anual foi de 6,8%, para 30.401 milhões de euros, crescendo 132 milhões de euros face ao mês anterior.

No final do mês em análise, o crédito pessoal totalizava 12.669 milhões de euros, mais 79 milhões de euros do que em janeiro e 7,2% face ao ano anterior, enquanto no crédito automóvel o aumento mensal foi de 45 milhões de euros, para 8.466 milhões de euros.

Da mesma forma, o montante do crédito com cartão de crédito manteve-se próximo dos 3,2 mil milhões de euros, mas a taxa de variação anual acelerou de 7,9% em janeiro para 8,1% em fevereiro.

Quanto ao 'stock' de crédito às empresas, no final de fevereiro era de 72.592 milhões de euros, mais 132 milhões de euros do que no final de janeiro e um aumento anual de 1,2%.

As microempresas e as grandes empresas "mantiveram taxas de variação anual positivas (7,3% e 1,7%, respetivamente), enquanto as pequenas e médias empresas continuaram a registar taxas negativas (-0,3% e -4,5%, respetivamente)".

Os sectores da indústria e eletricidade (-1,2%) e do comércio, transportes e alojamento (-0,3%) registaram taxas de variação anual negativas, enquanto o sector da construção e actividades imobiliárias teve uma taxa de variação anual positiva de 5,8%.