Procura de casas por estrangeiros Freepik | Google Maps Vanessa Sousa Vanessa Sousa 31 de março de 2025, 9:11 Da Europa ou de outros cantos do mundo para Portugal. São muitos os estrangeiros que todos os anos chegam ao nosso país com a intenção de comprar ou arrendar uma casa, procurando melhorar a sua qualidade de vida ou um investimento rentável. E apesar de haver menos incentivos fiscais para este tipo de perfil de cliente imobiliário, são os que vivem fora das fronteiras europeias os mais interessados em fazer as malas e mudar-se para Portugal, de acordo com os dados mais recentes da idealista/data.

A procura de habitação em Portugal por parte de cidadãos que residem fora da UE continua a ser superior à dos que vivem num dos países da UE, tanto em termos de compra de casa como de arrendamento (sendo mais expressiva neste último caso), de acordo com os dados da idealista/data.

Também se registou um ligeiro aumento do interesse de cidadãos extracomunitários por casas para comprar e arrendar em Portugal no final de 2024 (para 54% e 63,8% do total da procura internacional, respetivamente), embora ainda esteja longe dos valores registados no final de 2022, antes da entrada em vigor das alterações aos benefícios fiscais para estrangeiros.

Por esta altura (em dezembro do ano passado), foi publicada em Diário da República a tão aguardada portaria que regulamentou o Incentivo Fiscal à Investigação Científica e Inovação (IFICI+), substituto do antigo regime de RN.

Procura internacional

Os estrangeiros que vivem fora da UE - como brasileiros ou norte-americanos, por exemplo - lideram a procura de casas para venda em Portugal em 15 grandes cidades. Em Ponta Delgada, nos Açores, sete em cada 10 estrangeiros interessados em comprar casa no nosso país vivem fora das fronteiras europeias. A proporção de visitas internacionais para além do espaço comunitário é também superior a 64% em Braga, Coimbra e Viseu.

A maior parte da procura internacional de casas para comprar no Porto também veio de fora da UE (60,4%), assim como em Lisboa (60,2%), segundo os mesmos dados do idealista/data para o último trimestre de 2024. Em Faro, Portalegre, Guarda, Viana do Castelo e Bragança, os estrangeiros residentes em países da UE foram os que mais procuraram casas para comprar em Portugal.

No ano passado, registou-se um aumento da procura de casas para comprar por residentes fora da UE em 11 municípios, como foi o caso de Bragança, Porto, Funchal e Lisboa. A evolução do seu interesse manteve-se praticamente inalterada em cinco grandes cidades (Braga, Setúbal, Santarém, Vila Real e Viseu). E diminuiu na Guarda, Leiria, Ponta Delgada e Castelo Branco.

Praticamente todas as 20 capitais de distrito portuguesas têm uma procura de casas para arrendar por parte de estrangeiros fora da UE muito superior ao interesse despertado pelos que vivem dentro destas fronteiras - a única exceção é o Funchal, na ilha da Madeira (47,8%).

Viseu é a grande cidade onde os estrangeiros fora da Comunidade Europeia predominam na procura no mercado de arrendamento habitacional (80,2%), seguida de Braga (78,2%) e Leiria (75,1%). Também no Porto (65,7%), Lisboa (59,8%) e Faro (56,3%) estas famílias dominam a procura.

No último ano, a procura de casas para arrendar por estrangeiros fora da UE cresceu em 11 municípios, com Portalegre, Faro e Funchal a liderarem os aumentos. Por outro lado, este indicador estabilizou em Aveiro e diminuiu em oito concelhos (Guarda, Castelo Branco, Santarém, Viseu, Leiria, Bragança, Beja e Viana do Castelo).